ATACAREJO
ATACADO + VAREJO
Substantivo
masculino (neologismo)
Forma de comércio que mistura atacado —de venda de mercadorias em grandes ou
médias partidas; comércio grossista ou por grosso— com varejo —tipo de
comércio no qual a venda é feita diretamente ao comprador final, e não ao
intermediário; venda de mercadorias em pequenas porções ou quantidades. A
modalidade não é recente, mas hoje está se disseminando de forma mais
amiúde. A palavra é um acrônimo que une sílabas de atacado mais varejo.
Eu vou sempre em lojas de atacarejo; é nelas que compro mais barato.
No Brasil, com a inflação em alta, muita gente busca soluções para economizar. Uma delas é fazer compras nos “atacarejos”. Já ouviu falar disso? São atacadões que permitem também a compra em pequenas quantidades.
Essa tática pode compensar em muitos casos e não é preciso comprar em grandes quantidades. Esses atacados já vendem produtos por unidade, igual às lojas de varejo. Tanto que já ganharam esse apelido de “atacarejo”. O Bom Dia Brasil pediu ajuda a um economista para saber de quanto – e em quais produtos – pode ser a economia.
Preços de atacado nas compras a varejo – lojas antes consideradas exclusivas dos comerciantes são agora as preferidas de muitos consumidores na hora de fazer as compras de mês para casa. “No atacadão o preço cai mais”, diz uma senhora. “A gente aproveita. Quando eu venho já compro que dure bastante”, comenta outra senhora.
O consumidor não precisa levar grandes volumes de cada mercadoria. Só tem de ficar atento às regras de pagamento. Algumas lojas só aceitam dinheiro e cartão de débito, outras só trabalham com cartão de crédito para determinados produtos e, na maioria, cheques só sob consulta.
O economista Cândido Ferreira Filho fez um levantamento dos principais produtos da cesta básica vendidos nos “atacarejos” e comparou o preço deles com o dos supermercados, de acordo com o Dieese. O primeiro deles foi o arroz tipo 1, um saco de cinco quilos.
“O preço médio do pacote de cinco quilos de arroz no varejo está em torno de R$ 9,90. No atacadão nós vamos encontrar produtos por até R$ 7, chegando a estar 40% inferior ao preço que nós encontramos no varejo”, afirma o economista Cândido Ferreira.
A farinha de trigo foi encontrada por um preço 30% menor. O açúcar custa no “atacarejo” 9% menos e o feijão do tipo carioca foi o que apresentou a maior variação. “Nós chegamos a encontrar diferenças que chegam até 60%”, calcula o economista Cândido Ferreira.
Em média, os consumidores gastam 20% menos fazendo as compras nos atacadões. Se considerar o custo com uma cesta básica, que é de R$ 250, no fim de um ano a economia é de R$ 600. Isso significa ganhar mais de dois meses de compras ou um 14° salário mínimo.
Só não espere ganhar sacolinhas de plástico para levar as compras para casa. Se quiser, só pagando. “Consegui umas caixas e hoje foi bom que estava tudo prático, tudo pertinho”, disse uma dona de casa.
O preço mais atrativo dos produtos vendidos no “atacarejo” é resultado de vários fatores, entre eles a simplicidade das lojas, sem enfeites e com prateleiras básicas. Algumas lojas não oferecem sacolinhas, o que acaba sendo até bom para o meio ambiente.
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Enquanto o comércio varejista empregava mais pessoas em todo o país em 2009, o atacado gerava um volume maior de receitas. O ramo foi impulsionado, em parte, pelo modelo de "atacarejo", em expansão no país e que conjuga vendas tanto para revendedores como para clientes pessoa física.
Segundo a Pesquisa Anual de Comércio do IBGE, divulgada nesta quarta-feira, o varejo era composto por 1,2 milhão de empresas (79,4% do total no Brasil) e registrou R$ 661,1 bilhões de receita operacional líquida (41,9% do total) em 2009. Cerca de 6,46 milhões de pessoas estavam empregadas em varejistas --73,4% do total.
Já o comércio atacadista possuía 158,7 mil empresas --ou 10,8% do total. O setor registrou R$ 677,8 bilhões de receita operacional líquida, o que correspondeu a 43% do total. Segundo o IBGE, 1,47 milhão de pessoas estavam ocupadas nas empresas atacadistas --16,9% do total.
O IBGE pesquisou ainda o comércio de veículos. O setor obteve, em 2009, receita operacional líquida de R$ 238,5 bilhões (15,1% do total), era constituído por 143,5 mil empresas (9,8% do total) e empregava 855,5 mil pessoas --9,7% do total.
Pelos dados do instituto, as 1,47 milhão de empresas comerciais em funcionamento dos três ramos ocupavam 8,8 milhões de pessoas e geraram R$ 1,6 trilhão de receita. Juntas, pagaram R$ 95,1 bilhões em salários, retiradas e outras remunerações.
De 2008 para 2009, o pessoal ocupado cresceu 8% e o número de empresas avançou 4,6%.